150. EU DESEJO
Ele se afasta devagar, recostando-se na cadeira para me olhar. Meu coração bate freneticamente enquanto o vejo maquinando em sua mente. Posso ver que ele está cheio de curiosidade.
—Não vou pedir que intervenha, apenas que veja o motivo pelo qual você tem sido rejeitada tantas vezes —ele diz, voltando a comer—. Já te disseram isso alguma vez?
Movo a cabeça pensando nisso. Eu realmente gostaria de saber o motivo de tantas rejeições, e se ele pode descobrir, seria bom. Ouço ele dizer que não irá interferir nisso, que deixará o diretor Rufino investigar.
—E agora, o que você pensa em fazer? Você vai para casa ou vai ficar dormindo aqui hoje também com seu namorado? —ele pergunta sem me olhar.
—Não, não vou ficar aqui hoje com meu namorado. Ele não pode esta semana toda; ele vai viajar para um simpósio de cirurgia e só volta no domingo depois do meio-dia para conversar. Já disse isso a ele antes —respondo com a verdade—. Prefiro ir para a casa dele, mas é cedo. Estava pensando em