CAPÍTULO 43

JÚLIA

*

Não adiantou confrontá-lo. Eu já tinha entendido que, quanto mais eu tentasse, mais ele faria questão de me mostrar o quão pequena eu era diante do poder dele. Era como bater contra uma muralha: eu só me machucava, e ele nem se abalava.

No fim, não tive outra escolha a não ser obedecer. Me vesti como ele mandou, respirei fundo, peguei minhas coisas e fui atrás dele. Saímos da suíte em silêncio. Eu caminhei alguns passos atrás, como se estivesse sendo arrastada pelo próprio destino. Entramos no corredor, depois no elevador.

O silêncio era quase mortal. Eu sentia minha respiração presa no peito, a tensão se acumulando nos meus ombros, o medo pulsando nas minhas veias, e ainda assim havia também raiva. Uma raiva quente, fervente, que queimava junto com a humilhação de ser tratada como algo pertencente a ele.

Quando o elevador abriu, caminhamos pelo salão. A recepcionista levantou os olhos, e o olhar dela me atravessou como uma faca: pena.

Era como se ela soubesse exatamente o qu
Continue lendo este livro gratuitamente
Digitalize o código para baixar o App
capítulo anteriorpróximo capítulo
Explore e leia boas novelas gratuitamente
Acesso gratuito a um vasto número de boas novelas no aplicativo BueNovela. Baixe os livros que você gosta e leia em qualquer lugar e a qualquer hora.
Leia livros gratuitamente no aplicativo
Digitalize o código para ler no App