SHEIK
*
Saí da suíte com os passos firmes e a mente tomada por uma certeza incômoda, alguma coisa havia acontecido para Júlia mudar de ideia. Não fazia sentido. Absolutamente nenhum. Ela podia não ter dito “sim” ao meu acordo, mas também não tinha dito “não”. E, sinceramente, quem em plena consciência colocaria em risco a vida da própria mãe quando tinha uma solução tão simples diante dos olhos? Uma solução que só dependia de uma assinatura. Uma única palavra.
Aceitação.
Mas não, ela tinha recuado. E isso me corroía.
Apertei os dedos ao redor do celular enquanto caminhava até o elevador. Entrei no espaço fechado, pressionei o botão para o térreo e fixei meu reflexo no aço escovado da porta. Minha respiração estava pesada, e eu podia sentir a irritação queimando sob minha pele.
— Como isso está acontecendo? Murmurei para mim mesmo, com a mandíbula cerrada.
— Eu sou um Sheik. Tenho o poder de acabar com a vida dessa garota… atrevida e insolente.
A porta se abriu e saí do elevador com