Já passava da madrugada quando finalmente aceitei o que meu corpo e minha mente já haviam decidido horas antes.
A virgindade daquela garota seria minha.
Passei dias cercado por rotinas frias, por jantares silenciosos, por uma esposa que me negava tudo, até a dignidade masculina de ser desejado. Mas bastou um pop-up, uma fotografia, para que um desejo novo surgisse, não apenas desejo, mas, posse.
Cliquei naquele perfil mais uma vez, analisando cada detalhe como quem avalia um diamante raro. O mundo havia me dado poder o suficiente para conseguir o que quisesse. E naquele momento, eu queria Júlia.
Peguei o telefone e liguei para a agência brasileira. No Brasil, já era manhã. Do outro lado da linha, uma voz feminina, profissional, porém com traços de euforia assim que mencionei o nome do meu país e o valor que estava disposto a pagar.
— A virgindade dela tem preço alto, e já tem uma fila querendo o mesmo que você.
Disse a mulher, como se testasse meus limites.
— Eu não perguntei o preço.