35. O que não se diz
O dia amanheceu diferente na mansão.
Nada havia mudado de forma visível. Os corredores continuavam longos e silenciosos, os móveis impecáveis, o café servido no mesmo horário, com a mesma precisão quase mecânica. O sol atravessava as janelas altas do mesmo jeito de sempre. Ainda assim, algo estava profundamente fora do lugar.
Ou talvez — e isso era o mais inquietante — estivesse exatamente onde não podia mais ser ignorado.
Dianna sentiu isso no instante em que abriu os olhos.
O quarto estava o