34. O beijo
A mansão dormia.
Não havia passos ecoando pelos corredores, nem vozes abafadas atrás de portas fechadas. Nenhuma televisão esquecida ligada em volume baixo. Apenas o silêncio profundo da madrugada — aquele silêncio denso, absoluto, que não acolhe nem ameaça… apenas obriga a sentir.
Dianna fechou a porta do quarto das crianças com o cuidado de sempre, girando a maçaneta devagar, como se qualquer ruído pudesse quebrar algo precioso. Conferiu o abajur apagado, ajeitou os cobertores mais uma vez, m