LEANDRO NARRANDO:
Entrei no carro e acelerei até um restaurante com música ao vivo. Assim que estacionei, vi Samuel e Abby andando abraçados pela calçada, sorrindo. Uma fúria tomou conta de mim, meu sangue fervia. Fechei o punho e caminhei rapidamente até eles. Quando Samuel me viu, já estava perto demais. Dei um soco forte em seu rosto, seguido de outros.
— Leandro, não faz isso, por favor, — Abby implorou com lágrimas nos olhos, tocando meu braço.
— Tira a mão de mim! Vocês não têm vergonha de andar por aí depois da merda que me fizeram? — Gritei, nervoso.
— Vamos conversar, Leandro, por favor. Eu entendo você. Me perdoa, não queria trair sua amizade, — Samuel disse, limpando o sangue que escorria da sua boca e do supercílio.
— Desgraçado! — Tentei ir para cima de Samuel novamente, mas Abby se colocou na frente, me defendendo e olhando nos meus olhos.
— Bate em mim, Leandro, eu traí você, — ela disse, ferindo-me como se levasse um tiro.
— Maledetta, eu devia acabar com esse seu rost