LEANDRO NARRANDO:
Escondi-me atrás de uma parede de um dos corredores, ouvindo a conversa.
— Você não tem o direito de bloquear o meu dinheiro! – a voz de outra mulher gritou.
— Se está no meu nome, então eu tenho todo o direito. Inclusive, até descobri a mixaria de pensão que você sempre jogava na minha cara que meu pai mandava. Cinquenta mil euros não eram nada para você? – Amanda gritou nervosa, e parei para ouvir.
— Esse dinheiro ele mandava para mim. Ter que suportar ter acabado com a minha vida por colocar você nesse mundo! Eu te dei um teto muito bom para morar, nunca te joguei para um orfanato. Fui eu quem trabalhou muito para criar você sozinha! Eu! – a mulher gritava, batendo no próprio peito, e isso me enojou.
— Eu não pedi para você engravidar e me colocar nesse mundo. Por que você não abortou? Eu preferia ter sido criada na rua, ou em um orfanato, do que por uma mãe que nunca se preocupou se eu estava com roupa rasgada ou não, se eu já não estava grande demais para usar a