O olhar do homem era profundo como um lago gelado.
Aquela sensação invisível de domínio não transmitia apenas pressão.
Havia também uma segurança difícil de explicar.
Como se, não importasse o tamanho do problema, bastasse ele intervir para que tudo se resolvesse.
Isabela sentiu o couro cabeludo arrepiar sob aquele olhar.
No fim, acabou cedendo e assentiu:
— Então… Obrigada.
Sérgio não respondeu.
Apenas descascou mais alguns camarões e os colocou no prato dela.
Isabela fez um gesto rápido com a