Gustavo passou o dia inteiro com a sensação de estar caminhando sobre uma linha invisível. Nada de concreto acontecera desde a noite anterior, nenhuma promessa fora feita, nenhum toque ultrapassara limites — e, ainda assim, algo dentro dele havia se deslocado de forma irreversível.
Era perigoso perceber isso.
Homens como ele sobreviviam porque sabiam exatamente onde pisavam. Porque reconheciam o momento de avançar e, sobretudo, o de recuar. Mas Marye não era um território mapeável. Ela surgira