Davi me olhou fixamente, palavra por palavra, e disse aquilo de forma lenta e grave. Aparentemente, era para soar cheio de emoção. Mas eu não acreditei.
— Você não está preso a mim porque me ama. Está porque ainda precisa que eu te doe sangue para te salvar, não é? — Respondi com calma, sem hesitar.
— Não é isso... — Davi balançou a cabeça e, com os olhos cada vez mais sinceros, me encarou. — Minha doença está quase curada... Na verdade, no ano passado eu fui para a Suíça para tratar minha condi