Robert chegou ao escritório às 7h50 da manhã seguinte, ainda sentindo o peso do jet lag misturado com a insônia da noite anterior. A vista da Avenida Paulista pela janela de sua sala de canto era impressionante à luz do dia. O sol de março já aquecia os vidros azuis reflexivos dos prédios ao redor, e o fluxo de pedestres e carros formava um rio humano constante lá embaixo. Ele ainda não havia se acostumado com o ritmo de São Paulo. Era como se a cidade respirasse em uma frequência diferente — m