Às 22h12, o escritório estava completamente silencioso. Apenas o zumbido suave do ar-condicionado e o ocasional som de teclas preenchiam o ambiente. A vista da Avenida Paulista à noite era hipnotizante. Milhares de luzes brilhavam — os letreiros de bancos, os faróis dos carros, os prédios residenciais ao fundo. A chuva fina havia retornado, criando reflexos dourados e vermelhos no asfalto molhado.
Robert se levantou e alongou as costas.
— Preciso de mais café ou vou cair morto nessa cadeira. Vo