A noite de sexta-feira caía suave sobre Belo Horizonte, com um céu arroxeado que pintava os prédios do bairro Santo Antônio de tons dramáticos. Daniella Mendes estava mais ansiosa do que queria admitir. Havia passado a tarde inteira arrumando o apartamento, não que estivesse sujo, mas ela queria que parecesse acolhedor, vivo, sem parecer que havia se esforçado demais.
O espaço era pequeno, mas charmoso: um apartamento de dois quartos no terceiro andar de um prédio antigo, com janelas grandes q