A luz cinzenta do amanhecer em Blackwater não trazia a habitual melancolia, mas uma sensação de purificação. A praça central ainda exalava o cheiro acre de fumaça e o rastro metálico da batalha, mas na cabana à beira do rio, o mundo parecia ter se recolhido em um silêncio sagrado. Dentro do quarto, iluminado pela claridade suave que filtrava pelas cortinas, o tempo parecia ter parado.
Dante Blackwood estava sentado na borda da cama, sua silhueta imensa recortada contra a janela. Suas costas, ma