A segunda-feira amanheceu com um céu de contos de fadas, de um azul tão límpido que parecia ofensivo diante da destruição que estava prestes a ocorrer. No alto da colina de Santa Teresa, o ar estava carregado de uma eletricidade estática que fazia os pelos dos braços de Claire Thorne se arrepiarem. À sua frente, a mansão dos Valente — aquele monumento à vaidade, construído com o suor de fraudes e o silêncio de vítimas — estava cercada por faixas amarelas de isolamento. Não havia compradores de