Mundo de ficçãoIniciar sessãoVitor Albuquerque estava sentado em um banco de pedra em uma praça deserta, a poucos metros da sede da Polícia Federal. Ele não tinha mais o relógio de ouro; ele o havia deixado no balcão de uma casa de penhores para pagar as últimas diárias do hotel e uma garrafa de gim que agora pesava em seu estômago. Ele parecia um espectro do homem que fora: as roupas, embora de marca, estavam encardidas, e a barba por fazer denunciava o abandono de si mesmo.
Uma mensagem em seu telefone — um aparelho barato que substituíra o seu último modelo confiscado — vibrou. Era um endereço e uma frase: "A última chance de olhar para a verdade."Ao chegar ao local, um pequeno auditório privado nos fundos da Fundação Thorne, Vitor encontrou Claire. Ela estava sentada sozinha na primeira fila, observando uma tela imensa que exibia, em loop, as fotos granuladas de Sebastião.Vitor estacou. Ele olhou para a tela e depois para Claire. O gim pareceu subir pela sua garganta. Na imagem ampliada, era i






