A luz daquela terça-feira de outono não era apenas uma claridade comum; era uma luz filtrada, quase etérea, que atravessava as imensas paredes de vidro do novo lar de Enzo e Sophie. O sol, ainda baixo no horizonte, projetava sombras longas sobre o piso de mármore e realçava a poeira dourada que dançava no ar. A mansão, construída para ser um refúgio de paz, nunca parecera tão silenciosa. Era o tipo de silêncio que precede os grandes eventos da vida, uma calma densa e carregada de expectativa.