A decisão de Aurora de aceitar o convite de Felipe para a biblioteca não foi um ato de grande paixão, mas sim um passo tímido em direção a um mundo que ela apenas conhecia através das telas de cinema. O vazio deixado por Theo e a distância crescente de Dante haviam criado um espaço em sua vida que o romance platônico por Julian Vane não conseguia mais preencher. Ela precisava de algo real, de alguém que a olhasse não como a "Tia Aurora", mas como a jovem de dezesseis anos que ela se tornara.