O restante da tarde passou como um borrão cinzento para Sophie. As palavras de Henrique na biblioteca continuavam a ricochetear em sua mente, transformando cada canto daquela mansão em um lembrete vivo de sua dualidade interna. Ela precisava de espaço. Precisava de ar puro e de uma realidade onde o sobrenome Dumont não fosse sinônimo de jogos de poder e segredos de alcova. Mais do que tudo, ela precisava de Enzo — o Enzo real, o homem que ela amava com a pureza da infância, longe daquela casa