7. Um teto, dois mundos
A primeira luz da manhã vazou pelas frestas da cortina, pousando suavemente sobre o rosto de Angélica. Seus olhos permaneceram fechados, mas um leve sorriso denunciava que, pela primeira vez em dias, ela havia dormido em paz. O corpo aquecido ao lado do de Willian, a respiração sincronizada, e o coração desacelerado pareciam sinalizar que, ainda que tudo estivesse confuso, algo dentro dela se sentia em casa.
Willian já estava acordado, observando-a em silêncio. Havia algo sagrado naquele mome