A manhã de terça-feira no coração financeiro de São Paulo nasceu sob um céu cinzento e abafado. No septuagésimo andar da torre corporativa da Valois Asset, na Avenida Faria Lima, o ritmo das operações era, como de costume, cirúrgico. Telas de monitoramento global exibiam gráficos de investimentos, índices de bolsas internacionais e relatórios de risco em tempo real. No entanto, na suntuosa recepção de mármore e vidro temperado da diretoria executiva, uma cena destoante desenhava-se desde o iníc