A noite na ala de segurança máxima do Complexo Penitenciário Feminino caía com o peso sufocante das paredes de concreto mofado e do eco distante de trancas de ferro. Em uma cela fria, iluminada apenas pelo zumbido fraco de uma lâmpada amarela atrás de grades reforçadas, Camila caminhava de um lado para o outro. Trajando o uniforme cinza dos detentos, o olhar opaco e desprovido do antigo viço socialite revelava uma mente corroída pelo ressentimento. A perda definitiva de status, do dinheiro e da