A névoa matinal que subia suavemente pelas encostas da Serra da Mantiqueira trazia consigo aquele aroma inconfundível que marcou a história do Vale de Roseiras: uma mistura perfeita de pinho úmido, terra revolvida pelo sereno e a fragrância sutil, mas inebriante, das lavandas e hortênsias em flor. Naquela manhã de início de primavera, contudo, o pátio central do casarão do Pátio das Hortênsias não testemunhava apenas o desabrochar da natureza; vivia a celebração máxima da palavra, da memória e