—Como ela entrou? —perguntou Bob, furioso.
—Não sei.
—Como ela sabia que você estava aqui a essa hora, Owen?
—Não sei.
—Bem, alguém deve ter deixado ela entrar. Por mais bruxa que ela seja, não poderia simplesmente aparecer do nada. Quem autorizou?
—Não sei.
Bob olhou para Owen com uma sobrancelha levantada. Sua voz soava distante e dissociada da realidade.
— Você sabe de alguma coisa? — perguntou ele, finalmente, cansado.
— Não consegui falar com Anna — respondeu ele, como perdido.
Bob observou-o um pouco mais. Ele não estava assim por causa de Elena?
— Fique hoje — sugeriu seu amigo.
— O quê?
— Fique hoje e você poderá vê-la. Vou ficar de guarda na porta a noite toda, se necessário, caso aquela vadia apareça de novo. — Você é louco.
— Pode ser... Você sabe que vou insistir com a mesma coisa até você tentar me matar ou fazer o que eu sugiro. Você não tem escolha — disse ele, cruzando os braços.
— Não posso ficar todas as noites. Ela vai achar...
— Ela vai achar que você quer vê-la. O