Anna também não queria ir embora, mas o tempo estava passando. Se ela se atrasasse muito, chegaria ao seu apartamento de madrugada. Embora Owen parecesse não querer se mover, ela teve que fazê-lo.
Ela empurrou a cadeira um pouco para trás e os olhos dele voltaram para o rosto dela.
—Você tem que começar, não é? —perguntou Owen.
—Sim, desculpe —respondeu Anna, lamentando sinceramente.
—Claro, não se preocupe.
—Você vai ficar? —A ideia a emocionava, mas também a deixava muito nervosa. Aquele homem tinha uma força de atração que a puxava em sua direção.
—Sim... Não, não. Vou embora para que você possa trabalhar em paz —disse Owen, levantando-se.
— Bem... — A decepção era evidente em seu tom de voz.
Anna fingiu um sorriso e pegou as coisas que havia deixado junto à porta ao entrar. Mas Owen começou a sentir aquele vazio estranho no meio do peito.
— Posso mostrar uma coisa no meu escritório antes de ir embora? — perguntou ele, em voz baixa. — Claro...
— Venha.
O que ele queria mostrar? Ann