Bob chegou naquela segunda-feira ao último andar do escritório como sempre fazia: levantando a voz para cumprimentar, fazendo gestos efusivos com as mãos e sorrindo. Greta, como sempre, o recebeu com sua habitual parcimônia.
—Bom dia, Greta. Owen está aí dentro? —perguntou ele, apontando para a porta.
—Sim, o Sr. Walker já está trabalhando —respondeu a mulher, com um tom quase militar.
Conversar com ela fazia-o sentir-se de volta à escola religiosa que frequentara quando criança.
Ele bateu e entrou sem esperar resposta. Owen estava, de fato, trabalhando. Ele ergueu os olhos dos papéis que estava lendo.
— Amigo! Como você está? — cumprimentou-o, sentando-se em uma das poltronas.
— Olá, Bob.
— Então... — disse ele, apoiando as mãos na mesa, sem conseguir esperar. — Quanto você pagou a ela? — perguntou, levantando uma sobrancelha. — A quem?
— À Anna, Owen! — respondeu ele, como se estivesse a gozar com ele.
— Ela não quis o dinheiro.
Bob prendeu a respiração por alguns instantes, os seus