Owen acordou com o som insistente de um telefone que não parava de receber mensagens. Ele abriu os olhos irritado e aborrecido. Por um momento, não conseguiu reconhecer onde estava; aquele teto não era o do seu quarto. Ele voltou à realidade quando o aroma de café e perfume de jasmim entrou pelo seu nariz: Anna.
Instintivamente, ele olhou para o lado, mas ela não estava com ele na cama. A manhã já estava avançada; o sol entrava pela janela e, ao tentar cobrir os olhos, ele viu suas roupas sobre a cadeira de balanço de madeira.
Saiu do quarto descalço, vestindo apenas calças e camisa, e a viu: sentada perto da janela com uma xícara na mão.
— Bom dia — disse Anna com um sorriso.
— Bom dia...
— Quer um café? Acabei de fazer — ofereceu ela, levantando um pouco a xícara.
— Eu vou buscá-lo — respondeu Owen.
Desde seu divórcio de Elena, essa era a situação mais estranha em que ele se encontrava. Owen estava confuso desde que cruzou a porta da casa de Anna na noite anterior. Ele sabia que ess