Para Elena, aquela noite tinha acabado por ser agridoce. Ela conseguiu que ele aparecesse, até levou uma jovem para disfarçar sua solidão, ele voltou a cair por ela e esteve prestes a transformá-la em cinzas.
E ela deixou escapar a oportunidade.
Naquela mesma segunda-feira de manhã, Elena acordou em seu apartamento no centro da cidade com uma satisfação parcial. Levantou-se da cama e caminhou até ficar em frente à enorme janela com vista para a cidade. Cruzou os braços e pensou nele: Owen podia parecer diferente por fora, mas por dentro continuava sendo o mesmo homem vulnerável de sempre. Um sorriso malicioso se formou em seus lábios.
Levou apenas alguns minutos para afastá-lo da garota e atraí-lo para sua atmosfera. Ela se lembrou de como ele caminhou em sua direção querendo demonstrar segurança, e como seus olhos refletiam todo aquele medo. O sorriso de Elena se ampliou.
“Ela realmente tem algo com ele?”, ela se perguntou, pensando em Anna. Seu ego se inflou só de imaginar que aquel