Pedro acordou com a cabeça latejando, o gosto amargo do álcool na boca e uma confusão mental que tardou a se dissipar. A luz tênue que filtrava pela janela não era a de seu quarto, e o cheiro de perfume feminino pairava no ar. Aos poucos, as lembranças da noite anterior, nebulosas e fragmentadas, foram retornando: a boate, o uísque, o descontrole, e por fim, Sofia.
Virou-se devagar, e lá estava ela, adormecida ao seu lado, os cabelos espalhados pelo travesseiro. Uma onda de desgosto o invadiu