A música abafada da boate mal alcança a sala privada, um cubículo forrado em veludo vermelho e cheiro de álcool velho. Mas nem o barulho nem o cheiro importam para Pedro. Ele está de pé, no meio da sala, uma garrafa de uísque pela metade na mão. Com um grito rouco, ele arremessa a garrafa contra a parede, que se estilhaça em mil pedaços, o líquido âmbar escorrendo como sangue.
Ofegante, o rosto vermelho e suado, grita frustrado:
_ Acabou! Ela conseguiu!
Bruno e Thiago, amigos de longa data de