Ana acordou com a luz do narcer do sol invadindo a janela, não o despertador do celular. Espreguiçou-se, sentindo cada músculo do corpo responder com uma energia que há muito não reconhecia. Um sorriso se formou em seus lábios. Hoje era o dia. O dia de correr na praia. Há anos, talvez uma década, ela não sentia a areia sob os pés, o vento no rosto, a liberdade de um corpo em movimento.
Sua vida, por tanto tempo, fora um emaranhado de compromissos e renúncias em nome de Pedro. Acordava antes do