Pedro abriu os olhos lentamente, a luz fraca do amanhecer filtrando pelas frestas das persianas do escritório. Sua cabeça latejava em uma sinfonia dolorosa, cada batida um lembrete do vazio que sentia no peito. O cheiro de álcool impregnava o ar e ele sentiu o sofá de couro frio e desconfortável sob seu corpo. O copo tombado no tapete, com o resto de uísque seco, completava o cenário de sua noite de autodestruição. A imagem de Ana, sua esposa, pairava em sua mente, a culpa o corroendo. Ele tinh