RUBY PORTMAN
Eu ainda sentia o calor do dia grudado na pele quando me sentei diante do espelho para começar a me arrumar. As horas de sol e mar haviam deixado os meus ombros levemente corados, e de alguma forma aquilo só fazia o meu corpo parecer mais vivo, mais apetitoso. Após uma semana cá no Caribe, finalmente era noite de festa, e eu estava decidida a aproveitar.
Abri a mala com uma excitação que parecia juvenil, quase adolescente, como se tivesse voltado no tempo. Entre os vestidos alinhados, as minhas mãos escolheram aquele que eu sabia exatamente o efeito que causaria: tecido preto de seda, fino como um sopro, com um corte profundo nas costas, decote generoso na frente e uma fenda lateral que subia até a metade da coxa.
Soltei o meu cabelo, que caía em ondas largas, prendi duas mechas com delicadeza para abrir o rosto e deixei o resto cair livremente. Me maquiei e finalizei com um batom vermelho intenso.
Nos pés, sapatos de salto agulha em tom nude, de tiras finas que abraçavam