HARRY RADCLIFFE
O céu estava encoberto por nuvens espessas quando estacionei o carro em frente ao portão de ferro do cemitério. A estrada até ali fora longa, quase quatro horas de asfalto cinza e pensamentos amargos. Saí do carro em silêncio, o casaco escuro apertado contra o peito enquanto atravessava o portão enferrujado. Não havia mais do que duas ou três pessoas naquele lugar, e isso agradava-me. Detestava cerimônias, flores frescas e mentiras piedosas sobre mortos que nunca foram santos.
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