O salão nobre da London School of Economics estava preparado como se fosse um tribunal de honra. Cortinas longas de veludo azul-marinho, lustres de cristal refletindo uma luz dourada, mesas discretas de café ao fundo e um púlpito de madeira nobre no centro. No palco, o brasão recém-criado da Fundação Parker D’Abruzzi reluzia em prata e preto: uma balança da justiça sustentada por ramos de oliveira, símbolo da união improvável entre o mundo frio dos contratos e o calor dos ideais.
Era a noite de inauguração oficial da fundação, iniciativa sonhada por Alicia Parker havia anos e agora concretizada pelo poder financeiro da família de seu marido. A ideia era simples e ousada: criar um programa de bolsas, mentorias e estágios para jovens advogados de origem humilde que sonhavam em trilhar o caminho das grandes bancas internacionais. Uma ponte entre talento e oportunidade.
O coração do evento, no entanto, não estava nos discursos protocolares nem nos números exibidos em telas de LED. O foco d