Henry
O elevador subia. Devagar demais.
Cada andar que passava era uma eternidade de silêncio estrondoso. A mão de Zoey estava fria sob meu braço, mas a tensão que irradiava dela era um calor furioso. Eu mal conseguia respirar. A fúria que Simon Dubois havia provocado era tão crua que me deixou incapaz de falar, temendo que qualquer palavra se transformasse em um grito.
Ela não me olhava. Seus olhos estavam fixos nos números que subiam, mas sua postura era um desafio silencioso e inabalável.