Rosa acordou com o frio da manhã cortando seu rosto. O sol tímido começava a atravessar as frestas das cortinas, anunciando um novo dia. Ainda de olhos fechados, ela estendeu a mão no vazio da cama ao lado, esperando sentir a presença quente de sua mãe, mas o lençol estava frio. Então, a dura realidade a atingiu como um soco no peito: sua mãe se foi. Não era um pesadelo, não era ilusão. Rosa estava sozinha.
Ela se levantou devagar, os olhos secos de tantas lágrimas já derramadas nos dias anteri