Ricardo levou Rosa até o hospital. Ela estava perdida entre a dor e a confusão. Sentia as mãos frias, o suor escorrendo e o coração batendo descompassado. Era como se estivesse presa em um pesadelo do qual não conseguia acordar. O médico à sua frente falava, mas as palavras chegavam a ela de forma difusa, como se uma barreira invisível amortecesse tudo.
– Por favor, seja direto, – ela pediu, com a voz trêmula.
O médico deu um leve suspiro, seus olhos carregando a tristeza de quem já havia dado