Arthur foi o primeiro a romper o silêncio que parecia sufocar os dois.
—Acho que precisamos conversar.
A voz dele saiu grave, mas não dura. Era como se estivesse cansado de carregar algo sozinho por muito tempo. Lívia apenas assentiu, sem ter certeza por onde começar. Seguiu seus passos até a sala dele, o coração pesado e ansioso.
Arthur pegou o telefone, discou rapidamente e pediu comida japonesa. A atitude a deixou confusa; seus olhos se estreitaram, como se quisesse decifrar uma intenç