Voltei do almoço em silêncio, os passos lentos no corredor parecendo ecoar mais do que o normal.
Cada vez que passava por alguém do escritório, sentia os olhares atravessados, as perguntas não ditas, as suposições murmuradas em chats privados e trocas de olhares. Eu não era mais a líder do planejamento. E isso, naquele ambiente, era sinônimo de fragilidade.
Dei bom dia para a recepcionista como se fosse uma extensão da manhã, e voltei à minha mesa com o mesmo gesto automático de ligar o monitor