A campainha tocou antes das oito da manhã. Eu pensei seriamente em ignorar, mas a insistência do toque me venceu.
Abri a porta ainda com o rosto amassado de sono, o cabelo num coque improvisado e a camiseta de dormir meio torta. Do outro lado, uma mulher deslumbrante me analisava com um sorriso interessado.
— Você é a Lara?
— Depende. Se for cobrança, sou a vizinha.
Ela riu, um som leve, mas com uma pontinha de julgamento.
— Gostei. Sarcástica. Já começou bem.
A mulher entrou no lof