Daniel Malta
Sexta-feira, o sol de fim de tarde filtra-se pelas árvores do campus, mas meu foco está em outra coisa. Entro na lanchonete, o cheiro de café fresco e salgados fritos me envolve, e ali está Darlan, jogado em uma cadeira como se fosse o dono do lugar. Ele levanta os olhos para mim e sorri, aquele sorriso que sempre indica que alguma coisa está por vir.
— Já ia pedir um café para você — diz ele, levantando a caneca.
— Sexta-feira é dia de virar a noite, lembra?
— É, ou de acabar com