Raissa
O desejo tem um jeito estranho de nos consumir quando menos esperamos. Não é algo sutil, nem delicado, é bruto, feroz, como uma tempestade prestes a desabar sobre a cidade. E hoje, ele me consome inteira.
Estou entediada, sentada naquela sala abafada, enquanto a professora escreve algo irrelevante no quadro. A voz dela vira um zumbido distante porque minha mente está em outro lugar, em outro homem. Daniel Malta. O nome ecoa dentro de mim como um segredo proibido. Quero sentir a boca dele