Lizandra
Entro em casa e o silêncio me acolhe como uma sentença. Cada passo ecoa como se o vazio gritasse o meu nome. Fecho a porta, encosto minha testa nela e sinto o primeiro soluço rasgar a minha garganta.
Meu peito está tão apertado que parece que vou sufocar. Respiro fundo, mas o ar não vem. Deixo a bolsa cair ao chão, deslizo pela parede e, quando finalmente alcanço o chão frio, a dor explode, incontrolável.
— Como ele pôde? — sussurro, a voz fraca, quase inaudível, enquanto as lágrimas