Derick
O bar vibra ao som da música, uma batida incessante que combina com o frenesi no meu peito. Não deveria me importar. Não deveria sequer estar aqui. Mas estou. E é impossível ignorar a cena diante dos meus olhos: Daniel Malta, escorado no balcão, com Maia pendurada no pescoço dele, a língua dos dois se entrelaçando sem pudor. Uma raiva surda me invade, mas não por Daniel. Não por Maia. Por Raissa. Pela forma como ela continua impassível ao meu lado, como se não estivesse vendo nada.
— Olh