David
A escuridão lá fora é cortada apenas pelos faróis do carro. O ronco do motor parece distante, abafado pelo som da minha própria respiração acelerada. Lizandra está ao meu lado, a cabeça apoiada no banco, uma mão trêmula sobre a barriga. O sangue... aquele maldito sangue manchando suas roupas, manchando minhas mãos.
— Vai ficar tudo bem, amor. — Minha voz sai rouca, quase quebrada. Eu quero acreditar nisso, mas o terror corrói cada palavra. O gosto amargo do medo impregna minha língua, com