XLI. Cinzas no Coração
A escuridão ainda reinava quando Serena abriu os olhos. Cada centímetro de seu corpo doía — não por cortes ou hematomas visíveis, mas por algo mais profundo. Algo que sangrava por dentro, invisível, cruel.
Ela não sabia quanto tempo havia se passado. O quarto permanecia em silêncio, mas o ar carregava o cheiro da vergonha e do poder mal utilizado. O lençol sob seu corpo não a protegia do frio que se instalara em sua alma.
Kael não estava ali. Isso, pelo menos, era um alívio.
Serena se sentou de