O sol despontava no horizonte como uma ferida aberta, tingindo o céu de Porto Empedocle com um rosa doentio. O jipe freou bruscamente diante do portão principal, levantando uma nuvem de poeira e salitre. Eu desci antes mesmo que o motor parasse, meus pés atingindo o solo com uma firmeza que eu nunca soubera que possuía.
Eu era uma visão de pesadelo. Meu casaco de lã clara estava arruinado, ensopado por um vermelho escuro e viscoso que já começava a secar. O sangue de Salve manchava meu rosto,