O uivo rasgou os céus.
Um som primitivo, dilacerante, ancestral.
Lyanna gritou com a alma. Não era um uivo de poder — era o grito de uma loba que via sua outra metade tombar. Ares jazia no chão, a flecha de trevas cravada em seu peito, e a sombra o devorava como um veneno vivo.
Clarice ficou imóvel por um segundo.
Mas o mundo não parou com ela.
O ar pareceu desabar. O chão perdeu o eixo. O som desapareceu.
Tudo se reduziu àquela cena: o corpo de Ares caindo, a sombra se espalhando, e a ausência